Eternal Sunshine
Monday, August 29, 2005
  amazing grace
Não sei de onde tirei esse nome. Mas ele é muito bonito. Inspirador.

Tá passando Telecurso 2000. No momento, eles dizem que a ordem dos fatores não altera o produto.

No gaúcha hoje, informam que a Av. 24 de outubro ficará em meia pista por tempo inderteminado entre a Cândido Silveira e a Auxiliadora. Bem o caminho que eu faço para vir pro jornal. As coisas vão atrasar.

Fiz bem rápido a ronda. Os policiais foram bem simpáticos. A menina da EPTC disse uma coisa que fez sentido: "Hoje tá tudo tranquilinho, acho que é por causa da chuva. Com esse tempo, as meninas não vestem mini-saia e, por isso, os meninos não saem para aparecer para elas e fazer besteira". Homens...

Achei incrivelmente perturbador o comunicado da Central de Meteorologia para os americanos. Eles já são perturbados e ainda por cima, fazem um comunicado caótico.

Hugo Chávez recebe apoio de Jesse Jackson.

São 6h02min, em 28min, começarei a segunda ronda.
 
  hack
acho que alguém hackeou o meu blog. O sistema de comentários sumiu assim como os links. Pode?
 
Sunday, August 28, 2005
  luxo, efêmero, constrangimento e 'forçação'
Fiquei sabendo há umas duas semanas que Gilles Lipovestky estaria aqui em Porto Alegre. Para quem não sabe, Lipovetsky é um filósofo francês que discursa sobre a sociedade ocidental contemporânea e, entre seus conceitos, lançou a idéia da hipermodernidade, que seria uma espécie de pós-pós-modernidade.
Fiz meu trabalho de conclusão com o Lipovetsky de base. A hipermodernidade teve início na metade dos anos 80 e se consolidou com o pulo da revolução tecnológica e o estabelecimento da internet. Na era do hiper, surgiu um universo paralelo ao real. Discute-se se um substituirá o outro, mas acredito que não. Elas co-existem e uma influi na maneira de viver da outra. Difícil explicar em palavras. Para ilustrar: aproxima as pessoas, mas ao mesmo tempo, as afasta. Ontem, tentando desesperadamente encontrar um lugar que preste para sair, paramos com o carro no estacionamento da perimetral, onde se encontra o jeckyll e a mais nova novidade da noite porto-alegrense: o druida bistrô. Bombando. Filas quilométricas com falta de paciência não combina. Mas enfim, voltar a ilustrar a influência do virtual no real e vice-versa. Estacionamos o carro e vi que ao lado tinha uma turma de umas 6, 8 pessoas. Entre elas, uma colega minha da faculdade em uma cadeira, que me acrescentou no orkut faz um tempo. Psss. Passou reto por mim, da mesma forma que passsei reto por ela. Deve ter dito para quem estivesse do lado dela: aquela guria tá no meu orkut. Mas ao vivo, nem te conheço.
Sem falar no fenômeno do note, do msn... Tenho que ler a monografia do Gabriel.

Voltando ao Lipovetsky. Eu e meus amigos ficamos com muita vontade de vê-lo. Ficamos sabendo sobre o evento por meio dos jornalistas da editoria de variedades. Um convitinho cheio de firula que acabou aparecendo numa nota no jornal. Pra quê, se era só para convidados? Pra deixar todo o mundo afim de ir? Mas ao mesmo tempo, será que as pessoas o conhecem?
Liguei para o número do convite. Expliquei que trabalhava no jornal, em dois, inclusive, e que queria assistir a palestra. A menina me explicou que estava sendo montada uma lista de espera, pois havia uma grande procura. Mandei um email pedindo para entrar. Todos os dias, acessava correndo esperando uma resposta, que não vinha.
Mais perto da data, recebi um email do meu professor amado-idolatrado-salve-salve dizendo que o Lipovetsky estaria na PUC antes de ir para o mega-evento. Fui. Sala lotada, milhares de perguntas. Todos escutando, interessadíssimos. Eu ali, besta. Ta ali, tá ali o cara que escreveu tudinho o que tu usou na tua monografia. Sou uma pessoa de ter ídolos, não adianta. O pensamento sobre industria de massa não é mais o mesmo, assim como os conceitos de cultura de classe. Hoje, as pessoas não querem apenar ser ricas, querem e sabem o que é o melhor. Saem na busca de pequenos luxos, buscam momentos e mercadorias de gozo instantâneo, os pequenos luxos. Ainda se espera alcançar um grande número de consumidores, mas cada um, supostamente, com o seu diferencial, sua personalidade, seu gosto. Pra mim, é uma espécie de individualismo maquiado, porque no fundo, acabamos querendo praticamente as mesmas coisas. O que muda é a cor, o aroma, o formato. Besteira.
Após algumas divagações sobre o luxo, terminam-se as perguntas pela falta de tempo. O mega-evento iria começar. Ah, o email da assessoria do evento chegou, dizendo que infelizmente a lista de espera havia sido cancelada pois houve 100% de confirmação de presenças. Então tá. Ódio, desapontamento. Quem será que foi convidado? Grandes intelectuais, assim espero. De repente eu não estava a altura de ir mesmo.
Mas graças a Deus, de vez em quando tenho surtos de coragem. Resolvi ir. Se não der para entrar, paciência. O resultado: constrangimento. Não por mim, mas por todos. Fiquei com vergonha do Lipovetsky. Tão solícito, afim de falar e ao mesmo tempo, cansado. Devia ter ficado mais cansado ainda quando vieram perguntar, na coletiva, 10min antes de começar a palestra: explique o que é hipermodernidade. Ninguém merece. Até o Lipovetsky não escapa da aprendizagem.
 
  procura-se
Procura-se um amor que goste de cachorro.
Assisti esse filme mulherzinha ontem só porque tinha cachorros envolvidos na trama. Eu amo cachorros. E acredito na teoria de que quem não gosta de cachorro não é uma pessoa boa.
 
Saturday, August 20, 2005
  caíndo a ficha
Hoje, tive que ir na emergência pra cuidar da minha garganta. Na hora de dar os meus dados pra secretária, ela me pergunta. Profissão? Hesito. Jornalista.

mazá.
 
  a voz cala, o corpo fala
E eu fiquei doente. Depois de duas noites mal dormidas, estou com amigdalite e 'placas' na garganta. Que nojo. Tenho pena do meu corpo. Eu gasto tanto a minha cabeça com trabalho, stress, problemas existencias e tragoléus que chega uma hora que o corpo não acompanha. Ele corre atrás, se esforça. Mas num momento ou outro, se rende. Desiste.
Aí me dou conta do quanto somos limitados. É uma lástima. Acho que nas últimas três semanas, publiquei dois obituários de mulheres que se entristeceram ao ver que a cabeça se mantinha lúcida, mas que o corpo não pode manter a mesma juventude.


*********


Ontem foi meu último dia de obituário. Darei adeus aos mortinhos e as suas histórias. Famílias a parte, muitos deles me fizeram companhia durante esses sete meses complicados. Me incomodei, me chateei. Mil coisas aconteceram. Ganhei chocolates por ter publicado um obituário, levei bronca de viúvas que não entendem que o jornal tem duas edições e ouvi trocentas vezes a comparação com o Jude Law, no closer. É, ele também fazia obituários.

Mas, uma coisa marcou essa última sexta-feira corrida. Me ligou uma senhora, perguntando se eu já tinha mandado a foto pelo correio de volta. Eu geralmente mando, achei que tinha mandado. Enquanto olhava meu material, ela me disse: Ficamos muito felizes com o texto. Comentei com a minha família o quão atenciosa tu tinha sido ao me receber. Contei que tu ficou quase uma hora me ouvindo. E o texto ficou ótimo, era bem isso. Tanto que na missa, a igreja encheu. Todos os amigos dele estavam lá, foi lindo.

Eu lembrava da história daquele velhinho. Entre outras coisas que ele tinha feito, ele gostava muito de passear no shopping iguatemi, andava sempre arrumado, com terno e gravata e era muito vaidoso. A filha dele me contou que alguns vendedores do shopping também estiveram presentes na missa. Enfim. Ela estava muito feliz, muito grata a mim. E eu não fiz nada demais, só simpatizei com a história, que na prática, era simples, ordinária (no sentido de comum) como qualquer outra, mas com uma doçura ímpar. Mais do que receber elogios de um chefe, a alegria daquela senhora foi enriquecedora pra mim. Missão cumprida.
 
Thursday, August 11, 2005
  algumas considerações
Não. este blog não morreu. Eu passei por semanas conturbadas nos últimos tempos. Mas continuo viva. O problema é a falta de tempo e a preguiça para atualizar isso aqui. Além do mais, quem me lê, me conhece, logo, sabem que eu estou viva.

Depois da monografia, veio a loucura da formatura. Sinto em dizer que apesar de não ter criado muita expectativa, continuei não achando nada demais. Vai ver porque a minha formatura do colégio também foi no prédio 40 da puc e também foi de toga e TAMBÉM me entregaram um canudo vazio. Vai entender.

Mas a recepção foi legal e a festa também foi legal. Principalmente quando me baixou o espírito animador negão do vanda, quando eu peguei o microfone e mandei todo o mundo se querer. tsc tsc.

E a festa não terminou num café da manhã no plaza, mas numa sopa de capeletti surreal no Van Gogh. Obrigada, Vivi, por ter nos levado lá.
 
World turns, I got dizzy...

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